Vaginismo
A síndrome do vaginismo é
fácil de ser identificada. A principal característica é a contração
involuntária dos músculos vaginais que em geral impedem a relação sexual,
exames ginecológicos. Podem vir acompanhadas apenas de sensação de contração ou
com dores, que variam de fracas, moderadas a dores severas.
Para
que a mulher identifique a síndrome, basta introduzir o dedo, o pênis ou um
vibrador no canal vaginal, ocorrendo dores ou resistências é porque a síndrome
esta presente!
Nem
todas as mulheres irão sofrer da mesma forma, afinal os fatores psicológicos
envolvidos no processo é muito variável. A variação de
dor (grau) podem ser classificadas numa escala de 1
até 5. Sendo o
grau 1 dores muito leves, toleráveis que não impedem a relação sexual, causando
apenas desconfortos, e o grau 5,
que são dores mais severas e a total incapacidade de obtenção de penetração.
Podem
ocorrer variações diversas na presença ou ausência dos parceiros. Existem
mulheres que conseguem introdução do dedo na ausência do parceiro e quando o
mesmo encontra-se no local a contração se faz presente, caracterizando mais uma
fobia sexual (aversão ao sexo). Neste caso os problemas podem se intensificar
devido a não compreensão do parceiro.
O
vaginismo é uma síndrome psicofisiológica, ou seja, é
um conjunto de fatores que geram problemas físicos e psicológicos. Não há como separá-los!
De nada adianta tratar o vaginismo sem uma
visão multifatorial. Uma terapia convencional sem exercícios específicos é perda
de tempo e em geral não traz resultados satisfatórios. O vaginismo só pode tratado com tarefas
sexuais específicas, em geral demanda de 2 a 4 meses
para o tratamento dos casos mais graves.
Para tratar do vaginismo é necessário que a
mulher tenha responsabilidade com o tratamento, ou seja, queira mesmo realizar
os exercícios que devem ser prescritos por profissional treinado e capacitado
para isso, ou corre o risco de agravar seu problema e ter regressões das mais
diversas, o que inviabiliza tratamentos futuros.
Por experiência afirmo que um tratamento
mal realizado leva a mulher a agravar em muito seu problema. As tentativas de
superar a crise e a desistência seqüencial, ou exercícios mal aplicados levam a
resistências psíquicas que tornam a cura algo inviável.
Tão importante quanto estar disposta a resolver o
problema é saber selecionar o profissional qualificado para as orientações
As vezes uma economia pequena (financeira)
pode levar a prejuízos muito maiores no futuro! Não submeta sua vida afetiva e
sexual apenas a consultas baratas com pessoas desqualificadas, o risco de
fracasso é grande e quem sai perdendo é sempre você! E o tratamento não é nada
absurdo, qualquer pessoa pode fazer!
A síndrome do vaginismo afeta a liberdade
afetiva e sexual na mulher, impede relações sexuais com penetração, traz
problemas de relacionamento graves e geram muitas separações (não pela síndrome
em si, mas pelas desconfianças e sentimentos de insatisfações que acompanham o
problema). Sem mencionar na falta de motivação, depressões, tristezas entre
outros tantos problemas que seria difícil enumerar aqui. Só mesmo quem está
sofrendo com o vaginismo entende bem o que quero dizer.
Nos casos
severos nem mesmo os exames ginecológicos, os preventivos para o câncer e a
higiene íntima podem ser realizadas, o que ampliam as
chances das doenças oportunas.
Na
imagem ao lado podemos observar a contração dos músculos vaginais. A região que
irá apresentar a resistência é na entrada do canal vaginal em geral uma região
com cerca de 2 a 5 cm de musculatura.
Traumas
nesta região podem gerar feridas, dores e corrimentos. Nunca force a
penetração, as conseqüências podem agravar o problema.
O vaginismo não impede que a
mulher fique excitada (molhada, lubrificada) nas carícias
sensuais. Também não impede a satisfação pelo toque do clitóris, que é externo.
O problema todo começa quando existe alguma possibilidade de penetração que se
torna algo angustiante.
Algumas pessoas imaginam que com
o tempo o problema irá desaparecer mesmo sem tratamento, mas isso não acontece!
Não
use calmantes ou anestésicos para tentar a relação, isto somente irá piorar o
problema e retira o prazer sexual, podem causar
depressões mais severas e lacerações locais, que nao
serão percebidas devido ao anestésicos, em casos
graves podem causar rompimento muscular que levara a mulher a sala de cirurgia.